Relação é ralação!


                                                                                                                                                                                                           casal abracado                                                                                                                                                                                                            

 

Relacionamento é um dos pilares da felicidade, como chama a atenção a Psicologia Positiva.  Dentre os vários tipos de relacionamentos que construímos e vivemos ao longo da vida, o amoroso tem um papel muito especial e é sobre ele que vamos falar hoje.

Você já deve ter ouvido falar na “cultura do descartável”, na “vida líquida”, no “amor líquido”. São expressões que traduzem a dificuldade em fazer algo durar, seja material ou emocional. A atitude de tornar as coisas, situações e pessoas dispensáveis fica cada vez mais presente em nosso dia a dia – a era do consumo, sem sumo! Não é de se espantar que levemos essa mesma dinâmica para o lado amoroso.

Outro aspecto que conta diz respeito ao acesso massivo às redes sociais – a conexão entre as pessoas é instantânea e múltipla, o que não quer dizer que seja íntima e profunda. Construir e aprofundar vínculos de intimidade tornou-se um desafio. Esse descompasso entre a facilidade que temos em nos conectar e a dificuldade em se vincular verdadeiramente, surge como queixas pessoais; muito presente em nossos consultórios.

Não basta amar, é preciso desenvolver competências para construir e sustentar um relacionamento amoroso saudável e gratificante.  Estamos falando de aprender a ouvir, a esperar, a tolerar, negociar – atitudes necessárias à convivência diária, porém, às vezes escassas.

Sem dúvida, não é uma tarefa fácil, mas se a relação vale a pena, vale a pena investir. Por isso é ralação! O desafio é encontrar, junto com o parceiro, o ritmo da dança e superar o pisão no pé.

Com nossa experiência em atendimento com casais, observamos que as primeiras crises surgem após o período do encantamento, da paixão. É um período delicado, pois os entraves na comunicação ficam mais evidenciados, como por exemplo: apontar defeitos, cobranças de posturas, imposição de formas de agir, e por aí vai!
Fica-se esperando que o outro mude, que faça diferente, que aja como você deseja; então, quando nenhum dos dois dá o primeiro passo a distância se torna cada vez maior. O risco é se dar conta quando estão muito longe um do outro e não dá para mais para se reaproximar.

Deixa-se escapar uma oportunidade de amadurecer e de crescer em nós mesmos habilidades relacionais, como a empatia e a assertividade. É na, principalmente, na relação a dois que se cresce como pessoa.

A construção é diária e contínua e pode ser bastante prazerosa. Comece agora a formar uma comunicação plena. Se sentir dificuldades, busque ajude especializada.
Conte conosco!

Iracema Teixeira e Adna Rabelo 

Você sabe seduzir?

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Não é preciso ser um estudioso de relacionamento para saber que todo ser humano anseia por contato.  O desejo de estar ao lado de alguém com quem possamos construir um futuro é algo que nutrimos profundamente.  Sendo assim,  na busca ​ por estabelecer  contato lançamos mão de um recurso muito poderoso –  a sedução.

Com frequência ​ ouvimos queixas​ acerca ​de relacionamento​, pois muitos desconhecem a própria forma de gerar e sustentar proximidade

Embora para muitos, a sedução possa estar associada  à manipulação, queremos trazer para você uma perspectiva diferente!

Entendemos que a sedução cumpre a função de encantar, atrair, fascinar o outro;  é recurso natural e importante.  Segundo a Psicologia Formativa, o comportamento de seduzir pode se expressar de quatro maneiras básicas:

Existe o estilo no qual a pessoa que seduz passa a seguinte mensagem: “Deixa que eu resolvo; deixa que eu consigo para você; pode deixar, não se preocupe”. Apesar do calor que expressam, tem dificuldade  em conectar. É um tipo bastante sedutor e faz tudo para ser especial.  Outro estilo se dá por meio da mensagem “Cuide de mim”. É alguém que se coloca de forma indefesa ou dependente do outro; se mostra bastante tolerante e suave.  Temos um terceiro estilo que transmite a mensagem “Pode deixar que eu vou cuidar de você”. São pessoas que oferecem estrutura e se mostram fortes e autossuficientes; por outro lado, possuem dificuldade em dar e receber afeto. Por último, temos aquele que seduz pelo autossacrifício e pela lealdade. Anseiam por seduzir, no entanto, temem que algo ruim aconteça; tendem a ser tímidos e desconfiados.

Não existe estilo melhor ou mais correto. Todos possuem dores e delícias de ser o que é, parafraseando Caetano.

E você, sabe qual o seu estilo para seduzir alguém?

Quanto mais você for capaz de identificar seu estilo de sedução melhor poderá utilizá-lo de maneira consciente e assim, emitir sinais mais coerentes com aquilo que deseja.

Sedução é poder pessoal. Seduza!

Adna Rabelo e Iracema Teixeira 

 

“SEXO É PROSA. AMOR É POESIA?”

"SEXO É PROSA. AMOR É POESIA?"​

 

Quando amor e sexo se juntam, sem dúvida, temos um encontro maravilhoso! Embora isso seja o que a maioria de nós busca e deseja, poucos efetivamente conseguem viver isso no seu relacionamento. Por quê?

Você deve estar pensando: como posso fazer para ter esse encontro no meu relacionamento?

Sem ter a pretensão de esgotar o tema, mas de levantar algumas questões que imaginamos que podem ajudá-lo a potencializar esse encontro na sua vida, queremos dizer que talvez o caminho não seja o da busca, o de ansiar por isso.  Se dermos um passeio pela história, veremos que nem sempre amor e sexo caminharam juntos.  Em algumas épocas, isso sequer era considerada uma opção. No entanto, desde os tempos vitorianos, a busca pelo parceiro que atenda nossas necessidades passou a ser
​prioridade na vida de muita gente.  O que há de errado com isso?

Passamos alimentar no outro uma variedade de expectativas difíceis de serem atendidas, e se não tivermos cuidado, passaremos a vida buscando.

Cuidar do próprio jardim continua sendo algo que deveria ser primordial, mas muitas vezes é aquilo que negligenciamos. A necessidade de conhecer a si mesmo, suas próprias necessidades e seus valores, além, é claro de seu próprio corpo facilita o processo de entender que o prazer sexual depende de si mesmo, apesar da tendência de jogarmos a responsabilidade para o outro. Portanto, conhecer como seu corpo funciona e o que lhe desperta desejo e prazer é parte fundamental do processo de se relacionar bem com outro, antes mesmo de tentar ser o “objeto” de desejo para o outro.  Sexo também é parceria dentro e fora da cama​.

​Perceba como você lida com sua própria sexualidade e a expressão da sexualidade de seu par. Invista no diálogo leve, divertido e prazeroso. Identifique o que faz vocês vibrarem e compartilhem. Crie prosas e poesias!

Adna Rabelo e Iracema Teixeira